1795 - Amélie Gabrielle Boudet
Madame Rivail (Sra. Allan Kardec), nasceu em Thiais – França em 21 de Novembro de 1795.
Costuma-se dividir a sua vida em 4 grandes fases:
1795 até 1831, como senhorita Amélie Gabrielle Boudet (nome de batismo);
1832 até 1856, como a senhora Rivail - (Casou-se com Hippolyte Léon Denizard Rivail);
1857 até 1869, como a senhora Allan Kardec;
1869 até 1883, como a viúva Allan Kardec.
· Diplomada em professora de 1ª classe e professora de Letras e Belas Artes, trouxe de encarnações passadas a tendência inata, por assim dizer, para a poesia e desenho.
·
Culta e inteligente, chegou a dar à luz três
obras, assim nomeadas:
“Contos Primaveris”,
1825;
“Noções de Desenho”,
1826;
“O Essencial em Belas Artes”, 1828.
"Artista do Espiritismo"
De estatura baixa, mas bem proporcionada, de
olhos pardos e serenos, gentil e graciosa, vivaz nos gestos e na palavra, de inteligência
admirável com sorriso terno e bondoso. Esposa altamente compreensiva, resignada
e corajosa.
Era dessas mulheres boas, nobres e puras, e
despojada das vaidades mundanas.
Além de conselheira, foi ela a inspiradora
de vários projetos que o marido pôs em execução.
Kardec tinha em grande consideração as opiniões de sua esposa, que na sua humildade e elevação de espírito jamais reclamara coisa alguma.
1832 - Em 06-02, com 37 anos, firmava-se o contrato de casamento. Pelo espaço de quase quarenta anos, foi a companheira amante e fiel do seu marido, e com seus atos e suas palavras sempre o ajudou em tudo quanto ele empreendeu de digno e de bom.
Tornou-se ela verdadeira secretária do esposo, secundando-o nos novos e bem mais árduos trabalhos que agora lhe tomavam todo o tempo, estimulando e incentivando o mesmo, no cumprimento de sua missão.
· Sem a ajuda de sua esposa, sem dúvida não sobraria tempo para Allan Kardec se dedicar ao preparo dos livros da Codificação e de sua revista.
1869 - Em 31-03, com 65 anos de idade, desencarnava, subitamente, Allan Kardec.
Madame Allan Kardec, agora com 74 anos de idade e a alma sublimada pelos ensinos dos Espíritos do Senhor, suportaria qualquer realidade mais dura. Ante a partida do querido companheiro para a Espiritualidade, portou-se como verdadeira espírita, cheia de fé.
No dia do sepultamento de Kardec – 2 de abril – discursaram em homenagem sobre a viúva:
“Falo em nome de sua viúva, da qual lhe foi companheira fiel e ditosa durante trinta e sete anos de felicidade sem nuvens nem desgostos, daquela que lhe compartiu as crenças e os trabalhos, as vicissitudes e as alegrias, e que se orgulhava da pureza dos costumes, da honestidade absoluta e do desinteresse sublime do esposo; hoje, sozinha, é ela quem nos dá a todos o exemplo de coragem, de tolerância, do perdão das injúrias e do dever escrupulosamente cumprido".
· Madame Allan Kardec demonstrava um espírito de trabalho fora do comum. Não hesitou um só instante. Profundamente convencida da verdade dos ensinos espíritas, ela buscou garantir a vitalidade do Espiritismo no futuro, e, conforme ela mesma disse, melhor não saberia aplicar o tempo que ainda lhe restava na Terra, antes de reunir-se ao esposo.
Graças, pois, à visão, ao empenho, ao devotamento sem limites de Madame Allan Kardec, o Espiritismo cresceu a passos de gigante, não só na França, mas também no Mundo todo.
1883 - Em 21-01, às 5 horas da madrugada, com 87 anos, docemente, com rara lucidez de espírito, com aquele mesmo gracioso e meigo sorriso que sempre lhe brincava nos lábios, desatou-se dos últimos laços que a prendiam à matéria.
Sem herdeiros, por testamento fez ela sua legatária
universal à “Sociedade para Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec”.
· O nome de Madame Rivail enfileira-se assim, com
muita justiça, entre os de inúmeras mulheres que a História registrou como
dedicadas e fiéis colaboradoras dos seus esposos, sem as quais talvez eles não
levassem a termo as suas missões.
· Tudo de mal cercou o ilustre reformador, mas em todos os momentos de provas e dificuldades sempre encontrou, no terno afeto de sua nobre esposa, amparo e consolação.
26 de Janeiro de 1883, um conceituado médium parisiense recebia espontaneamente uma mensagem assinada pelo Espírito de
Madame Allan Kardec, logo seguida de outra, da autoria de seu esposo. Singelas
na forma, belas nos conceitos, tinham ainda um sopro de imortalidade e comprovavam
que a vida continua...
Livro do Escritor: Adriano Calsone /2016
Intitulado: Madame Kardec - A história que o tempo quase apagou.
Fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9lie_Gabrielle_Boudet
https://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/06/Amelie-Gabrielle-Boudet.pdf



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