1900 - Yvonne do Amaral Pereira



Yvonne Pereira do Amaral, teve a mesma importância do Chico Xavier, trazendo muito conteúdo doutrinário para o movimento espirita, com obras que colaboraram com estudo e aprofundamento da doutrina.

1900 - Yvonne nasceu em um dia de festa em 24.12, em Valença interior do Rio de Janeiro. Eram seus pais Manoel José Pereira, pequeno negociante, e Elizabeth de Amaral Pereira, teve cinco irmãos, além de outro mais velho, filho do primeiro casamento da sua mãe. Nasceu em um lar simples, de uma família muito caridosa e espirita, mas que possuíam o entendimento, que lhes cabiam para época. 

Com 29 dias de nascida, depois de um acesso de tosse, sobreveio uma sufocação que a deixou como morta, em estado de catalepsia. Permaneceu nesse estado durante seis horas. O médico e o farmacêutico atestaram morte por sufocação. O velório foi preparado e Yvonne foi vestida com grinalda e um vestido branco e azul, o caixão encomendado. A mãe que não acreditava na morte da filha, retirou-se para um aposento, onde orou fervorosamente a Maria de Nazaré, pedindo que a situação fosse definida. Instantes depois Yvonne sente uma flor da sua coroa a espetando e começa a chorar, recobrando a energia.

1904  a 1908 -  Aos 4 anos já se comunica com espíritos, com 8 anos já lia seu primeiro Romance "Marieta e Estrela, e também passava por  mais um episódio de catalepsia que a fez entrar em um "conflito existencial" se sentia muito triste, pois não reconhecia sua família, nascendo em um lar totalmente estranho, ela  não reconhecia em seu pai, seu Manuel a autoridade que lhe cabia, pois via Charles a qual considerava seu verdadeiro pai e Roberto de Canalejas, que foi médico Espanhol e seu grande amor em outra vida, ela dizia que seu pai usava cartola e não era o atual e não reconhecia também o Brasil como sua terra, trazendo muitas recordações da Espanha, onde viveu sua última encarnação.

1910 - Até os 10 anos de idade, ela viveu sob os cuidados da avó paterna, devido às possíveis anormalidades que se lhe apresentaram na infância e que, soube posteriormente, vieram de outras vidas. Após os 10 anos, passou a habitar com os pais, vivendo em várias localidades do Estado de Minas Gerais.

1912 a 1916 - Aos 12 anos foi presenteada pelo pai com o Evangelho Segundo Espiritismo e começa a ler. Aos 13 anos já frequentava as sessões espiritas e com 14 anos, já lia grandes obras com José de Alencar, Bernardo Guimarães, Alexandre Herculano e outros. Por tratar-se de  livros emprestados de outrem, Yvonne os copiava a mão, em cadernos de papel manilha, que ela mesma fazia.                  

Com 16 anos o fenômeno de catalepsia se tornou mais frequentes, assim como os desdobramentos e as manifestações espirituais.




1926 - Ela  Psicografa de Memórias de um Suicida, atribuída ao espírito de Camilo Castelo Branco e  posteriormente revisada pelo espirito Léon Deni. Antes da revisão por Léon Deni, Yvonne esteve na FEB para publicação do livro, mas lhe disseram que ali só entrava livros de Chico Xavier, voltando para casa,  ela conta que tentou desfazer da obra, ascendendo um fosforo para atear fogo, quando a  mão azul materializada a segurou e pediu para que ela aguardasse.  Por volta de 1947 o espirito Léon Deni revisa  toda a obra,  em 1954 ela volta a Federação e recebida por Wantuil de Freitas, que pede apenas para que a obra fosse datilografada para publicá-la. Yvonne então, ganha uma máquina de datilografia do seu sobrinho e obra é datilografada e publicada.

Sua mediunidade foi o caminho para sua redenção, , ela havia se suicidado em outras vidas, por este motivo foi designada a trazer a obra Memórias do Suicidas, uma obra que traz esperanças aqueles que perderam um ente querido por suicídio, pois a obra cita os resgates realizados através dos servos de Maria.


1935 - Falecimento de  pai Manoel José Pereira , homem de coração bom e desinteressado de bens materiais. Ele não foi bom comerciante. Por três vezes, tentou manter um negócio e se arruinou, uma vez que favorecia os fregueses em prejuízo próprio. Por este motivo, desistiu do comércio e foi ser funcionário público, desencarnando em janeiro de 1935. Com a morte do pai, Yvonne aprendeu a viver modestamente, seguindo seus  ensinamentos, sempre muito caridosa



1968 - Ela publicou o livro Recordação da mediunidade, obra ditada pelo espirito de Bezerra de Menezes, que traz nessa obra assuntos sobre obsessão, catalepsia e letargia, questões de expiação e resgates de suas encarnações anteriores.

                                             


Foi esperantista convicta e trabalhou arduamente na sua propaganda e difusão, através de correspondência que mantinha com outros esperantistas, tanto no Brasil quanto no exterior.

Yvonne, possuía a mediunidade de Vidência, Psicofonia, Efeitos físicos, Cura, Inspiração e Intuição, Psicografia, Receitista e Conselheira.

Além de Charles, Roberto de Canalejas, Yvonne também mantinha contato com Camilo Castelo Branco, Fréderic Chopin, Dr. Bezerra de Menezes, Bitrencourt Sampaio e Eurípedes Barsanulpho, que tanto lhe ajudaram nas suas obras escritas, como na pratica dos trabalhos mediúnicos.

Yvonne, ensinava bordados as mulheres carentes, foi secretária, bibliotecária, fundou e manteve o Jornal Luz e verdade, foi evangelizadora e expositora do livro dos espíritos, colaborou por 54 anos em atendimentos fraternos, com receituários homeopáticos, passes, preces e irradiações para os infortunados que a procuravam. Sua mediunidade foi voltada ao serviço do bem e da humanidade.

Mantinha consigo um caderno de prece para pessoas que se suicidaram e tiveram mortes violentas, ela pegava recortes de jornais para suas orações, escrevia os nomes em cadernos, colocava pétalas de flores entre as folhas e chegava a fazer amizades com esses desencarnados em sofrimento.

Yvonne foi definida por Chico como a Heroína silenciosa.

Foi uma das mais respeitadas médiuns no mundo, sempre com muita disciplina e dedicação, quase todos seus livros retratam suas vidas, retratando a lei de ação e reação e deixando como exemplo toda sua superação e coragem.

1980 -1984 - Um acidente cerebral impossibilitou-a para atividades mediúnicas. E em 09 de março de 1984 às 22 horas faleceu vítima de trombose e em seu retorno fora recebida por Charles e por Bezerra de Menezes.

Obras

Memórias de um Suicida – 1954

Amor e Ódio- 1956

A Tragédia de Santa Maria – 1957

Nas voragens do Pecado – 1960

Ressureição e Vida – 1963

Dramas da Obsessão – 1964

O Drama da Bretanha – 1974

Sublimação – 1974

O Cavaleiro de Numiers – 1976

Nas teias do infinito – 1977

Obras Postunas:

Um caso de reencarnação -Eu e o Roberto de Canejas -2000

Fontes

Esperanto e Yvonne

https://pt.wikipedia.org/wiki/Yvonne_do_Amaral_Pereira

https://www.febnet.org.br/portal/wp-content/uploads/2019/07/Yvonne-do-Amaral-Pereira-ok-3.pdf

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